sexta-feira, 15 de maio de 2009

Senadores do PSDB e do DEM conseguem articular a CPI da Petrobrás...


BRASÍLIA - foi aberta nesta sexta-feira às 9h04, com a presença de quatro senadores: o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO); o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM); Sérgio Guerra (PSDB-PE); e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) . Logo depois, chegou o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).


Sen. Marconi Perillo informou que conversou na quinta-feira à noite com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Segundo ele, Sarney admitiu que a leitura do requerimento é regimental.
- O Parlamento é um dos pilares da democracia. E um dos pilares basilares do parlamento, por consequência do Senado, é o principio da fiscalização. É dever do Parlamento apurar toda e qualquer denúncia de irregularidade envolvendo qualquer um dos poderes - disse Pirillo
O senador Mozarildo Cavalcanti leu o requerimento para criação da CPI protocolado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR) na quarta-feira, e, inclusive, o pedido de CPI da Petrobras encabeçada pelo senador Romeu Tuma (PTB-SP). Na sessão, também foram lidos os pedidos para criação de comissão de inquérito para investigação no ensino básico e na Amazônia.
Os tucanos se revezaram na tribuna do Senado defendendo a criação da CPI e criticando o "terrorismo" que esta sendo feito pelos governistas ao justificarem que a investigação da Petrobras poderia prejudicar a empresa, principalmente no exterior.
- A CPI que queremos não muda curso nenhum. Queremos investigar o loteamento político da Petrobras. Desejamos que a Petrobras seja preservada, não seja partidarizada e nem vire um comitê eleitoral. A investigação não vai ter feita no mercado, isso é terrorismo de quem não quer ser investigado. Se a moda pega, nada mais vais ser investigado - disse o senador Sérgio Guerra.
Guerra afirmou também que a oposição está consciente que o governo vai trabalhar rápido para a retirada das assinaturas.
- Daqui a duas horas essa mobilização vai começar a aparecer. Estamos cumprindo o papel em defesa da Petrobras - afirmou.
Já o petista João Pedro tentou argumentar que qualquer defesa deveria ser considerada legítima
- Se é legítimo assinar porque não retirar a assinatura - disse.
O senador Arthur Virgilio lembrou o episódio da véspera, quando tentou abrir a sessão da Casa. Ele criticou a postura da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), segunda-vice presidente do Senado, que foi chamada às pressas para encerrar a sessão plenária
- Ontem sentei nesta cadeira (de presidente). Foi a primeira vez que fui um golpista. Deu errado porque eu não tinha tropa para garantir meu golpe. Nesta casa, ouvi dizer que podem me levar ao Conselho de Ética, quase me sufoco de tanto rir, seria a suprema ironia, mas iria apresentar uma longa lista de testemunhas a começar pelo presidente Sarney - afirmou o líder tucano.


Em nota, divulgada no final da tarde de sexta-feira dia 15 , o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), e o líder tucano, senador Arthur Virgílio (AM), classificaram como " resquícios autoritários" a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que a atitude do partido em criar a CPI da Petrobras é irresponsável e antipatriota. Confira a íntegra da nota:




''Sobre os comentários do Presidente da República em relação ao PSDB e a CPI da Petrobras, o partido responde:


1- irresponsável são as diretorias "severinas" de furar poço;
2- irresponsável é lotear cargos;
3- irresponsável é a obsessão de setores não republicanos e estranhos a Petrobras por espaços na empresa;
4- irresponsável é não fiscalizar a Petrobras;
5- irresponsável é não aprender a lição de que, cada vez mais, as grandes organizações empresariais caminham no sentido da máxima transparência;
6- irresponsável é não termos regulação adequada, como mostra a raiz da recente crise econômica mundial que chegou ao Brasil.
Ao contrário, será o PSDB, que não fará uma CPI contra a Petrobras. Junto com o Senado, o PSDB quer contribuir com essa empresa que é de todos os brasileiros.
As declarações do Presidente Lula demonstram o tipo de diálogo oferecido: quando tudo não sai como o governo quer, voltam os resquícios autoritários.
Quem coloca sua própria ética em dúvida inventa pretextos para não ser investigado.


Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB Arthur Virgílio, líder da bancada no Senado.


Brasília, 15 de maio de 2009''

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